Me incomoda toda essa sensação estranha quando trata-se de você. Esse arrepio, esse frio na barriga. Essas músicas que só me remetem a um único desejo: estar perto. Aflita, busco novas maneiras de tê-la aqui, e não encontro nada que me satisfaça.
Todos esses arrepios me remetem a um filme adolescente. Ah! Paixão adolescente! Em minha mente, formam-se imagens de momentos que nunca aconteceram, mas que, por Deus, poderiam acontecer.
Estou tão perdida, que não consigo mais me achar! Me organizar! Respirar! Qualquer coisa terminada com ar!
The First Problem
- Lírico, eu.. e todos os problemas sintetizados!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Nunca soube como começar um texto. Tenho em mente pensamentos aleatórios que, curiosamente, se organizam de forma voluntária. As palavras, hoje, talvez me sirvam como refúgio, talvez um melhor amigo. Desde já, digo as palavras que sou ausente, que não sou fiel. Talvez eu seja. Talvez não.
Procurei durante dias, semanas, meses, uma forma de descrever metade das sensações que brigam pelo mesmo espaço por aqui. Por fim, conclui que nunca conseguirei descrever um terço dos medos e das incertezas que me assombram. A realidade é que eu nunca soube de nada.
Há bons meses, as coisas voltaram a fazer sentido. A mesma insegurança que me deixa sem ar, me ajuda a respirar. Me sufoco mesmo é com as palavras. Agora, alego que estou em paz. Alego também, que estou em conflito interno. Em conflito, não dividida. Sei exatamente o que eu quero - como eu quero. Quero é mais intimidade. Sempre.
Procurei durante dias, semanas, meses, uma forma de descrever metade das sensações que brigam pelo mesmo espaço por aqui. Por fim, conclui que nunca conseguirei descrever um terço dos medos e das incertezas que me assombram. A realidade é que eu nunca soube de nada.
Há bons meses, as coisas voltaram a fazer sentido. A mesma insegurança que me deixa sem ar, me ajuda a respirar. Me sufoco mesmo é com as palavras. Agora, alego que estou em paz. Alego também, que estou em conflito interno. Em conflito, não dividida. Sei exatamente o que eu quero - como eu quero. Quero é mais intimidade. Sempre.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Cansaço
(...) Não que eu tenha desistido do hoje, só não quero me cansar. São tantas desavenças, tantos desencontros. Como bom filho de Deus, me permito repousar. Distante de tudo e todos, me queixo de estar só. Por que só, se, mesmo acompanhada, falta-me uma parte?
Sabe-se que não se é feliz sozinho... significa que tenho de confiar no tal do amor, aliar-me a um corpo, só pra "ser feliz?" E o que seria "ser feliz"?
Nunca ouvi relatos que fossem compatíveis. Ser feliz é tão incerto quanto o amanhã. Tão incerto quanto o conceito de certo.
Perco facilmente o foco, pensando no que as coisas realmente são. Em seguida, me lembro de focar num ponto, até desandar. Não quero mais questionar coisas tão tolas, e talvez, tão desnecessárias...
Até o amanhã. Ou depois. Talvez nunca mais. Só depende de mim. E mim, cansou.
Sabe-se que não se é feliz sozinho... significa que tenho de confiar no tal do amor, aliar-me a um corpo, só pra "ser feliz?" E o que seria "ser feliz"?
Nunca ouvi relatos que fossem compatíveis. Ser feliz é tão incerto quanto o amanhã. Tão incerto quanto o conceito de certo.
Perco facilmente o foco, pensando no que as coisas realmente são. Em seguida, me lembro de focar num ponto, até desandar. Não quero mais questionar coisas tão tolas, e talvez, tão desnecessárias...
Até o amanhã. Ou depois. Talvez nunca mais. Só depende de mim. E mim, cansou.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
tanto..
Quebra de parágrafos, a história se fez nova. Vida que se cerca de inovação, destruindo, aos poucos, a rotina insignificante que justifica a má sorte. De novo, os dias se tornam imprevisíveis, e a única certeza, é que a vontade de estar junto é superior a qualquer outra força.
E de tão imprevisível, no meio de tanto desejo, me perdi na vontade de ser dois. Não se esconde mais o brilho nos olhos diante do sol; aos poucos o controle das demonstrações de afeto se acabarão.
Não há permissão pra controlar a intensidade dos sentimentos, vai-se aos poucos mergulhando no mais belo dos sorrisos, se perdendo nos mais doce dos beijos, se escondendo no mais caloroso dos abraços.
E é assim que agora eu sou. E eu não vou perder tais dádivas de vista. E eu não vou te deixar ir embora, a não ser que você vá pra casa. Agora somos só você e eu, e o que o futuro ousou trazer pra nós.
E de tão imprevisível, no meio de tanto desejo, me perdi na vontade de ser dois. Não se esconde mais o brilho nos olhos diante do sol; aos poucos o controle das demonstrações de afeto se acabarão.
Não há permissão pra controlar a intensidade dos sentimentos, vai-se aos poucos mergulhando no mais belo dos sorrisos, se perdendo nos mais doce dos beijos, se escondendo no mais caloroso dos abraços.
E é assim que agora eu sou. E eu não vou perder tais dádivas de vista. E eu não vou te deixar ir embora, a não ser que você vá pra casa. Agora somos só você e eu, e o que o futuro ousou trazer pra nós.
sábado, 23 de julho de 2011
Me sinto tão boba que..
Desde então, a única coisa que minha mente conseguiu focar nos últimos dias, foi o seu sorriso. E o seu olhar. E o seu jeito de me abraçar. E de acariciar. E de me fazer sentir bem. E o dia me deu a chance de mandar no tempo, de comandar tudo.
Não é a primeira vez que me sinto assim, mas parece mais intenso. Sinto vontade de viver, de sorrir, de desenhar coisas bobas, de cantar, de gritar pro mundo todo quão estranha e intensa é a situação.
Dá vontade de lhe ter aqui, no meu abraço, e nunca mais deixar sair. Respirar seu ar, respirar você. Ouvir coisas bobas, gastar todas as horas possíveis te olhando.
E tantas coisas bobas escritas, mas é exatamente assim que eu me sinto. E vou sentir cada vez mais. Vou resistindo aos encantos, pra não viver aos prantos.
Não é a primeira vez que me sinto assim, mas parece mais intenso. Sinto vontade de viver, de sorrir, de desenhar coisas bobas, de cantar, de gritar pro mundo todo quão estranha e intensa é a situação.
Dá vontade de lhe ter aqui, no meu abraço, e nunca mais deixar sair. Respirar seu ar, respirar você. Ouvir coisas bobas, gastar todas as horas possíveis te olhando.
E tantas coisas bobas escritas, mas é exatamente assim que eu me sinto. E vou sentir cada vez mais. Vou resistindo aos encantos, pra não viver aos prantos.
sábado, 18 de junho de 2011
- Aqui nunca foi meu lugar.
Esse mundo nunca foi meu. Diga-se tanto amor, tanto carinho, tanta dedicação, tanto afeto, tanta intensidade. Dias precipitados por uma impressão primeira, falha, inválida. Desejo incontrolável de ser!
Eu vi, em seus olhos, um futuro não existente, e presumi que, no final, seria sempre eu e você. Ironia? Acaso? Ilusão? Ou teria sido, simplesmente, um amor adolescente? Abrir os braços e esperar que o mundo caiba, certinho, dentro do abraço.
Expectativa criada de uma história incompleta. Eu descobri meu lugar. Busquei meu espaço, criei um novo caminho, abri novas portas, vivi novos sentimentos. Eu descobri de onde eu vim. E quanto ao seu coração: ai não é o meu lugar.
Eu vi, em seus olhos, um futuro não existente, e presumi que, no final, seria sempre eu e você. Ironia? Acaso? Ilusão? Ou teria sido, simplesmente, um amor adolescente? Abrir os braços e esperar que o mundo caiba, certinho, dentro do abraço.
Expectativa criada de uma história incompleta. Eu descobri meu lugar. Busquei meu espaço, criei um novo caminho, abri novas portas, vivi novos sentimentos. Eu descobri de onde eu vim. E quanto ao seu coração: ai não é o meu lugar.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
- Teto, sofá, sala.
Debaixo de um teto, entre quatro paredes. Ela se deita no sofá e olha pra cima, como se aquilo fosse lhe trazer alguma resposta. Ouve o barulho da geladeira que puxa energia, o tic tac lento e entediante do relógio, o silêncio absoluto. Memórias trazendo os segundos mais marcantes de longos anos, como um flash. Rostos que passam vagamente na memória, assim como o som das vozes, e o cheiro.
Vento que bate sob a porta e esfria os pés, braços e pernas que ainda descobertos estão. Ora ela vira pra direita, ora pra esquerda. Inquieta, permanece no sofá, evitando movimentos que resultem em mais barulhos. Deseja viver sozinha, pra não mais ter de controlar seus movimentos. Pra andar de qualquer jeito dentro de casa, sair sem ter hora pra voltar, ou um alguém pra se explicar. Arrumar a própria bagunça, ter o prazer do sentimento de liberdade e responsabilidade.
A menina ingênua, tão só se vai, sem olhar ao seu redor. Desmerecimento a todos que estão em sua volta. Méritos ao acaso que se faz presente. Não encontrou respostas no teto, levantou-se e dirigiu-se pra cama.. como todas as outras noites. A rotina é essa, o dia-a-dia está entrelaçado e o destino, tão imprevisivel, não dá chances de imaginar o que tem pra hoje, ou amanhã. E essa foi a única coisa que o teto da sala soube dizer.
Vento que bate sob a porta e esfria os pés, braços e pernas que ainda descobertos estão. Ora ela vira pra direita, ora pra esquerda. Inquieta, permanece no sofá, evitando movimentos que resultem em mais barulhos. Deseja viver sozinha, pra não mais ter de controlar seus movimentos. Pra andar de qualquer jeito dentro de casa, sair sem ter hora pra voltar, ou um alguém pra se explicar. Arrumar a própria bagunça, ter o prazer do sentimento de liberdade e responsabilidade.
A menina ingênua, tão só se vai, sem olhar ao seu redor. Desmerecimento a todos que estão em sua volta. Méritos ao acaso que se faz presente. Não encontrou respostas no teto, levantou-se e dirigiu-se pra cama.. como todas as outras noites. A rotina é essa, o dia-a-dia está entrelaçado e o destino, tão imprevisivel, não dá chances de imaginar o que tem pra hoje, ou amanhã. E essa foi a única coisa que o teto da sala soube dizer.
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