Dia. Olhos atentos, em busca de algo novo. Desejo que se vai com o vento. Imaginação fluindo, aquecendo com o sol que bate na nuca. Vontade de estar ali, não tão só, mas não tão junto. Apelo a liberdade, a insanidade, ao louco. Sede, posse inexistente. Procurando o incomum, novamente. Mente afogada em água, suor escorrendo na pele.
Reclamando ausência, pedindo arrego pro mal que um dia fez bem. Cobrindo buracos com tecido fino, esquecendo que ainda sim, há um buraco. Não há olhos que vejam o abismo, quando tão cego um coração permanece. E não há sentido que aponte o vão existente das coisas, nas coisas.
Depois de um longo dia, continuo inquieta. E mesmo que haja distração, ainda é possivel sentir o impacto de tudo, mais uma vez. E só cabe a mim esperar, com paciência, pelo que há de vir. Até que não haja mais vão entre as coisas e, que, com calma, o abismo desapareça.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
- ao despertar.
De tanto fugir, não tem mais onde se esconder. Direita, esquerda. Pra frente, pra trás. Os passos não são mais os mesmos. Caminhar nunca foi tão difícil como agora. Nunca doeu tanto por os pés no chão.. na verdade, nunca foi tão difícil encontrar o chão. Tanto que meu eu reclama; clama por esquecimento.
E que até em sonhos não tenho paz. Se sonhos são os mais singelos desejos, por que nem sempre reais são? Se não são parar ser realizados, por que sonhar? Se até em sonhos as esperanças são alimentadas, resta a mim não dormir - passar as madrugadas em claro.
E se, como diria Anitelli, "sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar", resta lavar o rosto e sair pra sorrir. Se não tem mais pra onde fugir, me acho num colo qualquer.
Talvez impossível não seja o sonho.. talvez o pouco tempo que se tem pra sonhar que é impossível. Dormirei, num colo qualquer e, ao despertar, darei-me por satisfeita, pelas poucas horas que minha mente se desligou.
Num colo qualquer - que ao menos conforte e proteja da noite fria.
E que até em sonhos não tenho paz. Se sonhos são os mais singelos desejos, por que nem sempre reais são? Se não são parar ser realizados, por que sonhar? Se até em sonhos as esperanças são alimentadas, resta a mim não dormir - passar as madrugadas em claro.
E se, como diria Anitelli, "sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar", resta lavar o rosto e sair pra sorrir. Se não tem mais pra onde fugir, me acho num colo qualquer.
Talvez impossível não seja o sonho.. talvez o pouco tempo que se tem pra sonhar que é impossível. Dormirei, num colo qualquer e, ao despertar, darei-me por satisfeita, pelas poucas horas que minha mente se desligou.
Num colo qualquer - que ao menos conforte e proteja da noite fria.
sábado, 2 de abril de 2011
- sweet fifteen (?)
Quinze anos. Quinze longos anos. Tanta coisa vivida, tantas decisões tomadas, tantos sentimentos loucos, insanos, tantas idas e vindas, tanta gente. Dizem que é a melhor idade, e mimimi. Fiz caminho com pedras.. e também joguei pedras que prenderam meus pés no rio, me impedindo de andar. Brinquei de descobrir desenhos em nuvens. Dediquei o que há de mais puro em mim a música. Sorri por coisas tolas e coisas significativas. Decepcionei e fui decepcionada. Errei e refiz todo o mal que havia causado a mim e a vida alheia. Refiz meus passos, meu caminho. Senti o amor, a paixão, o ódio, a calma, a angustia, a ansiedade, a intensidade. Fiz escolhas dificeis em horas dificeis. Supero a saudade a cada dia.
Me sinto completa. De novo e sempre, se fez - um choro e um sorriso - aqui. Carreguei aqui, as pessoas mais loucas desse planeta. Todas completamente diferentes. Fiz as maiores loucuras que eu pudesse imaginar. Fiz até um blog. Refinei meu humor, encarei tudo de todas as maneiras.
E que venham mais quinze, trinta, cem anos. QUE VENHA A PORRA TODA. Tô levantando o peito, quero briga com a vida, com o mundo.
Que venha qualquer coisa, porque agora eu tô preparada.
Me sinto completa. De novo e sempre, se fez - um choro e um sorriso - aqui. Carreguei aqui, as pessoas mais loucas desse planeta. Todas completamente diferentes. Fiz as maiores loucuras que eu pudesse imaginar. Fiz até um blog. Refinei meu humor, encarei tudo de todas as maneiras.
E que venham mais quinze, trinta, cem anos. QUE VENHA A PORRA TODA. Tô levantando o peito, quero briga com a vida, com o mundo.
Que venha qualquer coisa, porque agora eu tô preparada.
- let it go.
Tanta coisa pra entender, aqui faço e me refaço. E não escondo quão confuso é tudo que cresce em mim. É o inicio do fim, por meias palavras. Nada que faça muito sentido, a ponto de me fazer compreender. Talvez tudo estivesse predestinado a mim, assim como a vida tende a mudar.
A gente brinca de ser feliz por excesso, sem saber a hora de parar. E quando tudo parece amenizar, o sonho acabou e eu estou de volta a vida. Cadê, chão? Mais um gole, mais uma voz. De volta, todo sentimento não reciproco.
Mente, corpo, sentimentos insanos. Todos vibram desenfreadamente, sem pausa. O tempo trouxe, e levará tudo consigo. Talvez seja a hora de parar de dançar.. talvez seja a hora de ir embora.
A gente brinca de ser feliz por excesso, sem saber a hora de parar. E quando tudo parece amenizar, o sonho acabou e eu estou de volta a vida. Cadê, chão? Mais um gole, mais uma voz. De volta, todo sentimento não reciproco.
Mente, corpo, sentimentos insanos. Todos vibram desenfreadamente, sem pausa. O tempo trouxe, e levará tudo consigo. Talvez seja a hora de parar de dançar.. talvez seja a hora de ir embora.
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