Nunca soube como começar um texto. Tenho em mente pensamentos aleatórios que, curiosamente, se organizam de forma voluntária. As palavras, hoje, talvez me sirvam como refúgio, talvez um melhor amigo. Desde já, digo as palavras que sou ausente, que não sou fiel. Talvez eu seja. Talvez não.
Procurei durante dias, semanas, meses, uma forma de descrever metade das sensações que brigam pelo mesmo espaço por aqui. Por fim, conclui que nunca conseguirei descrever um terço dos medos e das incertezas que me assombram. A realidade é que eu nunca soube de nada.
Há bons meses, as coisas voltaram a fazer sentido. A mesma insegurança que me deixa sem ar, me ajuda a respirar. Me sufoco mesmo é com as palavras. Agora, alego que estou em paz. Alego também, que estou em conflito interno. Em conflito, não dividida. Sei exatamente o que eu quero - como eu quero. Quero é mais intimidade. Sempre.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Cansaço
(...) Não que eu tenha desistido do hoje, só não quero me cansar. São tantas desavenças, tantos desencontros. Como bom filho de Deus, me permito repousar. Distante de tudo e todos, me queixo de estar só. Por que só, se, mesmo acompanhada, falta-me uma parte?
Sabe-se que não se é feliz sozinho... significa que tenho de confiar no tal do amor, aliar-me a um corpo, só pra "ser feliz?" E o que seria "ser feliz"?
Nunca ouvi relatos que fossem compatíveis. Ser feliz é tão incerto quanto o amanhã. Tão incerto quanto o conceito de certo.
Perco facilmente o foco, pensando no que as coisas realmente são. Em seguida, me lembro de focar num ponto, até desandar. Não quero mais questionar coisas tão tolas, e talvez, tão desnecessárias...
Até o amanhã. Ou depois. Talvez nunca mais. Só depende de mim. E mim, cansou.
Sabe-se que não se é feliz sozinho... significa que tenho de confiar no tal do amor, aliar-me a um corpo, só pra "ser feliz?" E o que seria "ser feliz"?
Nunca ouvi relatos que fossem compatíveis. Ser feliz é tão incerto quanto o amanhã. Tão incerto quanto o conceito de certo.
Perco facilmente o foco, pensando no que as coisas realmente são. Em seguida, me lembro de focar num ponto, até desandar. Não quero mais questionar coisas tão tolas, e talvez, tão desnecessárias...
Até o amanhã. Ou depois. Talvez nunca mais. Só depende de mim. E mim, cansou.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
tanto..
Quebra de parágrafos, a história se fez nova. Vida que se cerca de inovação, destruindo, aos poucos, a rotina insignificante que justifica a má sorte. De novo, os dias se tornam imprevisíveis, e a única certeza, é que a vontade de estar junto é superior a qualquer outra força.
E de tão imprevisível, no meio de tanto desejo, me perdi na vontade de ser dois. Não se esconde mais o brilho nos olhos diante do sol; aos poucos o controle das demonstrações de afeto se acabarão.
Não há permissão pra controlar a intensidade dos sentimentos, vai-se aos poucos mergulhando no mais belo dos sorrisos, se perdendo nos mais doce dos beijos, se escondendo no mais caloroso dos abraços.
E é assim que agora eu sou. E eu não vou perder tais dádivas de vista. E eu não vou te deixar ir embora, a não ser que você vá pra casa. Agora somos só você e eu, e o que o futuro ousou trazer pra nós.
E de tão imprevisível, no meio de tanto desejo, me perdi na vontade de ser dois. Não se esconde mais o brilho nos olhos diante do sol; aos poucos o controle das demonstrações de afeto se acabarão.
Não há permissão pra controlar a intensidade dos sentimentos, vai-se aos poucos mergulhando no mais belo dos sorrisos, se perdendo nos mais doce dos beijos, se escondendo no mais caloroso dos abraços.
E é assim que agora eu sou. E eu não vou perder tais dádivas de vista. E eu não vou te deixar ir embora, a não ser que você vá pra casa. Agora somos só você e eu, e o que o futuro ousou trazer pra nós.
sábado, 23 de julho de 2011
Me sinto tão boba que..
Desde então, a única coisa que minha mente conseguiu focar nos últimos dias, foi o seu sorriso. E o seu olhar. E o seu jeito de me abraçar. E de acariciar. E de me fazer sentir bem. E o dia me deu a chance de mandar no tempo, de comandar tudo.
Não é a primeira vez que me sinto assim, mas parece mais intenso. Sinto vontade de viver, de sorrir, de desenhar coisas bobas, de cantar, de gritar pro mundo todo quão estranha e intensa é a situação.
Dá vontade de lhe ter aqui, no meu abraço, e nunca mais deixar sair. Respirar seu ar, respirar você. Ouvir coisas bobas, gastar todas as horas possíveis te olhando.
E tantas coisas bobas escritas, mas é exatamente assim que eu me sinto. E vou sentir cada vez mais. Vou resistindo aos encantos, pra não viver aos prantos.
Não é a primeira vez que me sinto assim, mas parece mais intenso. Sinto vontade de viver, de sorrir, de desenhar coisas bobas, de cantar, de gritar pro mundo todo quão estranha e intensa é a situação.
Dá vontade de lhe ter aqui, no meu abraço, e nunca mais deixar sair. Respirar seu ar, respirar você. Ouvir coisas bobas, gastar todas as horas possíveis te olhando.
E tantas coisas bobas escritas, mas é exatamente assim que eu me sinto. E vou sentir cada vez mais. Vou resistindo aos encantos, pra não viver aos prantos.
sábado, 18 de junho de 2011
- Aqui nunca foi meu lugar.
Esse mundo nunca foi meu. Diga-se tanto amor, tanto carinho, tanta dedicação, tanto afeto, tanta intensidade. Dias precipitados por uma impressão primeira, falha, inválida. Desejo incontrolável de ser!
Eu vi, em seus olhos, um futuro não existente, e presumi que, no final, seria sempre eu e você. Ironia? Acaso? Ilusão? Ou teria sido, simplesmente, um amor adolescente? Abrir os braços e esperar que o mundo caiba, certinho, dentro do abraço.
Expectativa criada de uma história incompleta. Eu descobri meu lugar. Busquei meu espaço, criei um novo caminho, abri novas portas, vivi novos sentimentos. Eu descobri de onde eu vim. E quanto ao seu coração: ai não é o meu lugar.
Eu vi, em seus olhos, um futuro não existente, e presumi que, no final, seria sempre eu e você. Ironia? Acaso? Ilusão? Ou teria sido, simplesmente, um amor adolescente? Abrir os braços e esperar que o mundo caiba, certinho, dentro do abraço.
Expectativa criada de uma história incompleta. Eu descobri meu lugar. Busquei meu espaço, criei um novo caminho, abri novas portas, vivi novos sentimentos. Eu descobri de onde eu vim. E quanto ao seu coração: ai não é o meu lugar.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
- Teto, sofá, sala.
Debaixo de um teto, entre quatro paredes. Ela se deita no sofá e olha pra cima, como se aquilo fosse lhe trazer alguma resposta. Ouve o barulho da geladeira que puxa energia, o tic tac lento e entediante do relógio, o silêncio absoluto. Memórias trazendo os segundos mais marcantes de longos anos, como um flash. Rostos que passam vagamente na memória, assim como o som das vozes, e o cheiro.
Vento que bate sob a porta e esfria os pés, braços e pernas que ainda descobertos estão. Ora ela vira pra direita, ora pra esquerda. Inquieta, permanece no sofá, evitando movimentos que resultem em mais barulhos. Deseja viver sozinha, pra não mais ter de controlar seus movimentos. Pra andar de qualquer jeito dentro de casa, sair sem ter hora pra voltar, ou um alguém pra se explicar. Arrumar a própria bagunça, ter o prazer do sentimento de liberdade e responsabilidade.
A menina ingênua, tão só se vai, sem olhar ao seu redor. Desmerecimento a todos que estão em sua volta. Méritos ao acaso que se faz presente. Não encontrou respostas no teto, levantou-se e dirigiu-se pra cama.. como todas as outras noites. A rotina é essa, o dia-a-dia está entrelaçado e o destino, tão imprevisivel, não dá chances de imaginar o que tem pra hoje, ou amanhã. E essa foi a única coisa que o teto da sala soube dizer.
Vento que bate sob a porta e esfria os pés, braços e pernas que ainda descobertos estão. Ora ela vira pra direita, ora pra esquerda. Inquieta, permanece no sofá, evitando movimentos que resultem em mais barulhos. Deseja viver sozinha, pra não mais ter de controlar seus movimentos. Pra andar de qualquer jeito dentro de casa, sair sem ter hora pra voltar, ou um alguém pra se explicar. Arrumar a própria bagunça, ter o prazer do sentimento de liberdade e responsabilidade.
A menina ingênua, tão só se vai, sem olhar ao seu redor. Desmerecimento a todos que estão em sua volta. Méritos ao acaso que se faz presente. Não encontrou respostas no teto, levantou-se e dirigiu-se pra cama.. como todas as outras noites. A rotina é essa, o dia-a-dia está entrelaçado e o destino, tão imprevisivel, não dá chances de imaginar o que tem pra hoje, ou amanhã. E essa foi a única coisa que o teto da sala soube dizer.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
- vão.
Dia. Olhos atentos, em busca de algo novo. Desejo que se vai com o vento. Imaginação fluindo, aquecendo com o sol que bate na nuca. Vontade de estar ali, não tão só, mas não tão junto. Apelo a liberdade, a insanidade, ao louco. Sede, posse inexistente. Procurando o incomum, novamente. Mente afogada em água, suor escorrendo na pele.
Reclamando ausência, pedindo arrego pro mal que um dia fez bem. Cobrindo buracos com tecido fino, esquecendo que ainda sim, há um buraco. Não há olhos que vejam o abismo, quando tão cego um coração permanece. E não há sentido que aponte o vão existente das coisas, nas coisas.
Depois de um longo dia, continuo inquieta. E mesmo que haja distração, ainda é possivel sentir o impacto de tudo, mais uma vez. E só cabe a mim esperar, com paciência, pelo que há de vir. Até que não haja mais vão entre as coisas e, que, com calma, o abismo desapareça.
Reclamando ausência, pedindo arrego pro mal que um dia fez bem. Cobrindo buracos com tecido fino, esquecendo que ainda sim, há um buraco. Não há olhos que vejam o abismo, quando tão cego um coração permanece. E não há sentido que aponte o vão existente das coisas, nas coisas.
Depois de um longo dia, continuo inquieta. E mesmo que haja distração, ainda é possivel sentir o impacto de tudo, mais uma vez. E só cabe a mim esperar, com paciência, pelo que há de vir. Até que não haja mais vão entre as coisas e, que, com calma, o abismo desapareça.
sábado, 9 de abril de 2011
- ao despertar.
De tanto fugir, não tem mais onde se esconder. Direita, esquerda. Pra frente, pra trás. Os passos não são mais os mesmos. Caminhar nunca foi tão difícil como agora. Nunca doeu tanto por os pés no chão.. na verdade, nunca foi tão difícil encontrar o chão. Tanto que meu eu reclama; clama por esquecimento.
E que até em sonhos não tenho paz. Se sonhos são os mais singelos desejos, por que nem sempre reais são? Se não são parar ser realizados, por que sonhar? Se até em sonhos as esperanças são alimentadas, resta a mim não dormir - passar as madrugadas em claro.
E se, como diria Anitelli, "sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar", resta lavar o rosto e sair pra sorrir. Se não tem mais pra onde fugir, me acho num colo qualquer.
Talvez impossível não seja o sonho.. talvez o pouco tempo que se tem pra sonhar que é impossível. Dormirei, num colo qualquer e, ao despertar, darei-me por satisfeita, pelas poucas horas que minha mente se desligou.
Num colo qualquer - que ao menos conforte e proteja da noite fria.
E que até em sonhos não tenho paz. Se sonhos são os mais singelos desejos, por que nem sempre reais são? Se não são parar ser realizados, por que sonhar? Se até em sonhos as esperanças são alimentadas, resta a mim não dormir - passar as madrugadas em claro.
E se, como diria Anitelli, "sonho parece verdade quando a gente esquece de acordar", resta lavar o rosto e sair pra sorrir. Se não tem mais pra onde fugir, me acho num colo qualquer.
Talvez impossível não seja o sonho.. talvez o pouco tempo que se tem pra sonhar que é impossível. Dormirei, num colo qualquer e, ao despertar, darei-me por satisfeita, pelas poucas horas que minha mente se desligou.
Num colo qualquer - que ao menos conforte e proteja da noite fria.
sábado, 2 de abril de 2011
- sweet fifteen (?)
Quinze anos. Quinze longos anos. Tanta coisa vivida, tantas decisões tomadas, tantos sentimentos loucos, insanos, tantas idas e vindas, tanta gente. Dizem que é a melhor idade, e mimimi. Fiz caminho com pedras.. e também joguei pedras que prenderam meus pés no rio, me impedindo de andar. Brinquei de descobrir desenhos em nuvens. Dediquei o que há de mais puro em mim a música. Sorri por coisas tolas e coisas significativas. Decepcionei e fui decepcionada. Errei e refiz todo o mal que havia causado a mim e a vida alheia. Refiz meus passos, meu caminho. Senti o amor, a paixão, o ódio, a calma, a angustia, a ansiedade, a intensidade. Fiz escolhas dificeis em horas dificeis. Supero a saudade a cada dia.
Me sinto completa. De novo e sempre, se fez - um choro e um sorriso - aqui. Carreguei aqui, as pessoas mais loucas desse planeta. Todas completamente diferentes. Fiz as maiores loucuras que eu pudesse imaginar. Fiz até um blog. Refinei meu humor, encarei tudo de todas as maneiras.
E que venham mais quinze, trinta, cem anos. QUE VENHA A PORRA TODA. Tô levantando o peito, quero briga com a vida, com o mundo.
Que venha qualquer coisa, porque agora eu tô preparada.
Me sinto completa. De novo e sempre, se fez - um choro e um sorriso - aqui. Carreguei aqui, as pessoas mais loucas desse planeta. Todas completamente diferentes. Fiz as maiores loucuras que eu pudesse imaginar. Fiz até um blog. Refinei meu humor, encarei tudo de todas as maneiras.
E que venham mais quinze, trinta, cem anos. QUE VENHA A PORRA TODA. Tô levantando o peito, quero briga com a vida, com o mundo.
Que venha qualquer coisa, porque agora eu tô preparada.
- let it go.
Tanta coisa pra entender, aqui faço e me refaço. E não escondo quão confuso é tudo que cresce em mim. É o inicio do fim, por meias palavras. Nada que faça muito sentido, a ponto de me fazer compreender. Talvez tudo estivesse predestinado a mim, assim como a vida tende a mudar.
A gente brinca de ser feliz por excesso, sem saber a hora de parar. E quando tudo parece amenizar, o sonho acabou e eu estou de volta a vida. Cadê, chão? Mais um gole, mais uma voz. De volta, todo sentimento não reciproco.
Mente, corpo, sentimentos insanos. Todos vibram desenfreadamente, sem pausa. O tempo trouxe, e levará tudo consigo. Talvez seja a hora de parar de dançar.. talvez seja a hora de ir embora.
A gente brinca de ser feliz por excesso, sem saber a hora de parar. E quando tudo parece amenizar, o sonho acabou e eu estou de volta a vida. Cadê, chão? Mais um gole, mais uma voz. De volta, todo sentimento não reciproco.
Mente, corpo, sentimentos insanos. Todos vibram desenfreadamente, sem pausa. O tempo trouxe, e levará tudo consigo. Talvez seja a hora de parar de dançar.. talvez seja a hora de ir embora.
terça-feira, 22 de março de 2011
- angustia.
Sinto que me enganei. Nada é tão fácil quanto parece ser. Impus a minha mente o esquecimento.. errando ao lembrar de esquecer. Por ora,já não me sinto tão bem quanto antes, mas sei que vai passar. Batidas lentas e desanimadas pulsam pelo corpo; apelo pro começo. Tenho medo do fim; não quero me arriscar a ponto de esperar o desfecho disso tudo. Não estou disposta a esquecer - embora queira. E aqui vou me contradizendo.
Sigo invejando o vento que lhe toca quando bem entende; a roupa que se agarra ao corpo como velcro; o perfume que fixa no pescoço e não sai.. hoje os sentimentos sairam do controle. Todos cairam, lançaram-se ao chão. Não sei reorganizar meus passos. Hoje perdi a direção, então resolvi parar onde estava.
Venho outra vez, prostrando-me, pedir que me deixe ir. Jurando de pé junto não suportar mais a ordem das coisas. Imploro pela liberdade, pela intensidade, pelo novo. Eu quero outro brilho nos olhos. Cansaço dominando todos os membros possiveis, paralisando todo o movimento das minhas asas. Rogo por aventura, rogo pela noite.
O problema é, que de alguma forma, acredito que ainda não chegou ao fim.
Não sei como ir, sem me despedaçar.
Não sei como pode ir, sem se despedaçar.
Sigo invejando o vento que lhe toca quando bem entende; a roupa que se agarra ao corpo como velcro; o perfume que fixa no pescoço e não sai.. hoje os sentimentos sairam do controle. Todos cairam, lançaram-se ao chão. Não sei reorganizar meus passos. Hoje perdi a direção, então resolvi parar onde estava.
Venho outra vez, prostrando-me, pedir que me deixe ir. Jurando de pé junto não suportar mais a ordem das coisas. Imploro pela liberdade, pela intensidade, pelo novo. Eu quero outro brilho nos olhos. Cansaço dominando todos os membros possiveis, paralisando todo o movimento das minhas asas. Rogo por aventura, rogo pela noite.
O problema é, que de alguma forma, acredito que ainda não chegou ao fim.
Não sei como ir, sem me despedaçar.
Não sei como pode ir, sem se despedaçar.
domingo, 20 de março de 2011
- eu, ego, egocentrismo, auto-suficiência, etc
Egoísmo. Juntando mãos e pés.. persuadindo uma cabeça. Imposição do eu. Eu sem nada; um eu tão insignificante quanto.. ah! que já tornou-se de praxe pensar somente em mim.
Eis que me tranco numa bolha, e que, de lá, não saio, se não for do meu interesse. Egoísmo? Egocentrismo? Narcisismo? Que raios que a vida nos trouxe?
Onde a ignorância, estupidez, hipocrisia e incompreensão atingiram o ápice. Topo da indiferença. Eu - centro - eu.
E mais uma vez, essa sou eu.. fazendo uso do eu. Vivo sozinha, amo sozinha, satisfaço-me sozinha, rio sozinha.. sou auto suficiente. Sou ego. Sou só. Sou eu.
Eis que me tranco numa bolha, e que, de lá, não saio, se não for do meu interesse. Egoísmo? Egocentrismo? Narcisismo? Que raios que a vida nos trouxe?
Onde a ignorância, estupidez, hipocrisia e incompreensão atingiram o ápice. Topo da indiferença. Eu - centro - eu.
E mais uma vez, essa sou eu.. fazendo uso do eu. Vivo sozinha, amo sozinha, satisfaço-me sozinha, rio sozinha.. sou auto suficiente. Sou ego. Sou só. Sou eu.
- um dos embalos de sábado a noite..
- Quanto mistério numa só noite. E aquela indecisão, sem saber se devo ir ou ficar. Incapacidade de se dispor a correr riscos. Abro mão do espírito aventureiro e, a carne, fica na vontade. Curiosidade. É provar o diferente, saber qual o gosto do oposto. É sentir um outro cheiro. É se apaixonar mais uma vez. É dizer pra si mesmo que é capaz.
Momento de gente grande. Brincadeira.. é o que o corpo faz com a batida da música.. jogo de sedução. Desejo incontrolável tomando pelas veias e pela pele toda a coragem.
Agora eu entendo o que acontece. Luzes apagando, música boa e alta.. desabafo geral. Desde o pé até o ultimo fio de cabelo. Explosão entre os braços e as pernas, lançando ao ambiente toda dor, todo desconforto, todos os sentimentos.
Ela é linda.. mas não tem nome.
Momento de gente grande. Brincadeira.. é o que o corpo faz com a batida da música.. jogo de sedução. Desejo incontrolável tomando pelas veias e pela pele toda a coragem.
Agora eu entendo o que acontece. Luzes apagando, música boa e alta.. desabafo geral. Desde o pé até o ultimo fio de cabelo. Explosão entre os braços e as pernas, lançando ao ambiente toda dor, todo desconforto, todos os sentimentos.
Ela é linda.. mas não tem nome.
terça-feira, 15 de março de 2011
- o que se espera do amanhã
- E mais uma vez, a menina levanta; outra briga com a vida. Hoje o esforço é pra esquecer, todo amor e toda mágoa. O fluxo das coisas mudaram, de forma brusca e inesperada.. como se a terra decidisse acabar agora, sem mais nem menos. Depois de buscar uma explicação, o cansaço subiu, atingiu o ápice de tudo, fez com que aquele lance de auto-estima caísse, como uma moeda lançada do vigésimo nono andar.
"- Ah, que já não suporto mais o mal do amor! Por tempos estive com vendas nos olhos, mas isso há de mudar. Nada é como antes, resta o eterno ou o que há de vir. Seja o que for, será melhor que antes e inferior ao depois."
Lamentos e lamentos, no outro dia a mente deu olá para a mais agitada melodia. E as frases musicais ocuparam o outro lado vazio. Uma mistura de tudo. O desabafo de Lenine, querendo sair só, com o de Tico Santa Cruz, alegando viver sem "você".
A menina dança, ri, chora.. e sorri. A vida é longa demais pra um só amor. E se for o segundo, quer dizer que vem o terceiro. Ansiosa, a menina espera a brincadeira do vento de levar e trazer.. espera que o vento traga o que realmente há de vir.. aqui, e ali, pra ser feliz.
"- Ah, que já não suporto mais o mal do amor! Por tempos estive com vendas nos olhos, mas isso há de mudar. Nada é como antes, resta o eterno ou o que há de vir. Seja o que for, será melhor que antes e inferior ao depois."
Lamentos e lamentos, no outro dia a mente deu olá para a mais agitada melodia. E as frases musicais ocuparam o outro lado vazio. Uma mistura de tudo. O desabafo de Lenine, querendo sair só, com o de Tico Santa Cruz, alegando viver sem "você".
A menina dança, ri, chora.. e sorri. A vida é longa demais pra um só amor. E se for o segundo, quer dizer que vem o terceiro. Ansiosa, a menina espera a brincadeira do vento de levar e trazer.. espera que o vento traga o que realmente há de vir.. aqui, e ali, pra ser feliz.
sexta-feira, 11 de março de 2011
- depois de cair..
Depois de cair, a tendência é levantar, porque do chão ninguém passa. Um hematoma aqui, outro ali, ainda dá pra sair vivo. Mais forte que as dores são as lembranças dos momentos antecedentes a queda. Cada sorriso, todo brilho no olhar.. não há dor no mundo que consiga extinguir tanta coisa boa. O coração e a mente tornam-se objetos intactos a qualquer impacto rotineiro. As outras dores melhoram quando o sorriso é derivado delas. Ironico é tropeçar e rir do tropeço.. estranho é rir ao invés de chorar.
segunda-feira, 7 de março de 2011
- o julgamento.
"Abaixe a cabeça, as orelhas: eis seu julgamento. Vos declaro culpada por amar, por se apaixonar. Por colocar o amor em frente a tudo, por abrir seu coração pra uma paixão impossivel, por pensar só em si e em seu amor. Vos declaro culpada também, pelas noites em claro, tentando achar as respostas no teto do quarto. Pelas madrugadas ouvindo musicas melancólicas e escrevendo, como se fosse Lispector, Shakespeare, Exupery ou simplesmente um mortal que não é intimo das palavras. És culpada também por demonstrar tanta paixão, somente os tolos o fazem.
Depois de tantas acusações, vos declaro culpada por amar."
Depois de tantas acusações, vos declaro culpada por amar."
quarta-feira, 2 de março de 2011
- antes de amanhã começa..
Sem disposição, ela levanta de cama e quer começar o dia. Não há sorriso no rosto; o mal humor reflete nos olhos encolhidos pela luz, e as mãos são levadas a cabeça, arrumando levemente o cabelo. Calça o all star sujo, a camisa amassada. Rosto lavado, peito estampado, a briga é com o mundo. Indiferente com os padrões sociais, ela caminha com a mão no bolso, com o Indie do lado direito e a mochila quase vazia nas costas. O céu cinza lhe arranca o sorriso - admira o excesso de nuvens encobrindo o sol e o vento gelado que toca o rosto levemente - isso faz com que seu primeiro telefonema seja pra sua paixão.
- Bom dia! - Esquecendo que já passa da 1h.
O resto do dia é, tão normal quanto o de um trabalhador qualquer. Compete com o monstro pelo mérito, como é de praxe. Compara o tempo gasto no trajeto de casa ao trabalho, do trabalho até a casa. Tem a cabeça ocupada pelo amanhã; pergunta a si mesmo quanto tempo o coração é capaz de suportar.
A menina não tem nome, nem sobrenome. É só mais uma em um milhão, mas seus olhos brilham diferente, e sua mente se amplia cada dia mais. Amanhã ela achará um novo propósito e, talvez algo novo lhe chame a atenção. Bem, amanhã é outro dia, e a vida é tão imprevisivel como a direção do vento.
- Bom dia! - Esquecendo que já passa da 1h.
O resto do dia é, tão normal quanto o de um trabalhador qualquer. Compete com o monstro pelo mérito, como é de praxe. Compara o tempo gasto no trajeto de casa ao trabalho, do trabalho até a casa. Tem a cabeça ocupada pelo amanhã; pergunta a si mesmo quanto tempo o coração é capaz de suportar.
A menina não tem nome, nem sobrenome. É só mais uma em um milhão, mas seus olhos brilham diferente, e sua mente se amplia cada dia mais. Amanhã ela achará um novo propósito e, talvez algo novo lhe chame a atenção. Bem, amanhã é outro dia, e a vida é tão imprevisivel como a direção do vento.
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