terça-feira, 22 de março de 2011

- angustia.

Sinto que me enganei. Nada é tão fácil quanto parece ser. Impus a minha mente o esquecimento.. errando ao lembrar de esquecer. Por ora,já não me sinto tão bem quanto antes, mas sei que vai passar. Batidas lentas e desanimadas pulsam pelo corpo; apelo pro começo. Tenho medo do fim; não quero me arriscar a ponto de esperar o desfecho disso tudo. Não estou disposta a esquecer - embora queira. E aqui vou me contradizendo.
Sigo invejando o vento que lhe toca quando bem entende; a roupa que se agarra ao corpo como velcro; o perfume que fixa no pescoço e não sai.. hoje os sentimentos sairam do controle. Todos cairam, lançaram-se ao chão. Não sei reorganizar meus passos. Hoje perdi a direção, então resolvi parar onde estava.
Venho outra vez, prostrando-me, pedir que me deixe ir. Jurando de pé junto não suportar mais a ordem das coisas. Imploro pela liberdade, pela intensidade, pelo novo. Eu quero outro brilho nos olhos. Cansaço dominando todos os membros possiveis, paralisando todo o movimento das minhas asas. Rogo por aventura, rogo pela noite.
O problema é, que de alguma forma, acredito que ainda não chegou ao fim.

Não sei como ir, sem me despedaçar.
Não sei como pode ir, sem se despedaçar.

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