Nunca soube como começar um texto. Tenho em mente pensamentos aleatórios que, curiosamente, se organizam de forma voluntária. As palavras, hoje, talvez me sirvam como refúgio, talvez um melhor amigo. Desde já, digo as palavras que sou ausente, que não sou fiel. Talvez eu seja. Talvez não.
Procurei durante dias, semanas, meses, uma forma de descrever metade das sensações que brigam pelo mesmo espaço por aqui. Por fim, conclui que nunca conseguirei descrever um terço dos medos e das incertezas que me assombram. A realidade é que eu nunca soube de nada.
Há bons meses, as coisas voltaram a fazer sentido. A mesma insegurança que me deixa sem ar, me ajuda a respirar. Me sufoco mesmo é com as palavras. Agora, alego que estou em paz. Alego também, que estou em conflito interno. Em conflito, não dividida. Sei exatamente o que eu quero - como eu quero. Quero é mais intimidade. Sempre.