Sem disposição, ela levanta de cama e quer começar o dia. Não há sorriso no rosto; o mal humor reflete nos olhos encolhidos pela luz, e as mãos são levadas a cabeça, arrumando levemente o cabelo. Calça o all star sujo, a camisa amassada. Rosto lavado, peito estampado, a briga é com o mundo. Indiferente com os padrões sociais, ela caminha com a mão no bolso, com o Indie do lado direito e a mochila quase vazia nas costas. O céu cinza lhe arranca o sorriso - admira o excesso de nuvens encobrindo o sol e o vento gelado que toca o rosto levemente - isso faz com que seu primeiro telefonema seja pra sua paixão.
- Bom dia! - Esquecendo que já passa da 1h.
O resto do dia é, tão normal quanto o de um trabalhador qualquer. Compete com o monstro pelo mérito, como é de praxe. Compara o tempo gasto no trajeto de casa ao trabalho, do trabalho até a casa. Tem a cabeça ocupada pelo amanhã; pergunta a si mesmo quanto tempo o coração é capaz de suportar.
A menina não tem nome, nem sobrenome. É só mais uma em um milhão, mas seus olhos brilham diferente, e sua mente se amplia cada dia mais. Amanhã ela achará um novo propósito e, talvez algo novo lhe chame a atenção. Bem, amanhã é outro dia, e a vida é tão imprevisivel como a direção do vento.
Me vi descrita nesse texto. As vezes, levantar da cama pode parecer um atop tão normal, mas n é...é uma guerra....Carolzinha...tá mandano bem!!>.posta mais textos!
ResponderExcluir- É uma real guerra. Luta contra o cotidiano, contra tudo e todos. Em parte sou descrita aqui. Postei mais dois textos, depois vê lá! :)
ResponderExcluirCaraca Ana-cabelo-invejável, vc escreve muitooo.
ResponderExcluirParabéns!